Calculadora de Rescisão CLT: Simule seus Direitos Trabalhistas em 2026

Calculadora de Rescisão é a forma mais prática de descobrir quanto você tem direito a receber ao sair de um emprego. Com base na CLT e nas tabelas vigentes de 2026, a simulação calcula automaticamente todas as verbas rescisórias — saldo de salário, aviso prévio, férias, 13º proporcional e multa do FGTS — de acordo com o motivo do desligamento e o tempo de serviço.

Calculadora de Rescisão: simule agora suas verbas rescisórias pela CLT 2026

Preencha seu salário bruto, datas de admissão e demissão, motivo da saída e aviso prévio. A calculadora aplica automaticamente as regras da CLT e as tabelas vigentes de INSS e IRRF de 2026 — e entrega o detalhamento completo das suas verbas rescisórias em segundos.

Dados Financeiros

Salário Bruto Mensal
Saldo Total FGTS (Opcional)
Nº de Dependentes

Período de Trabalho

Data de Admissão
Data de Demissão
Possui Férias Vencidas?

Motivo da Saída

Aviso Prévio

Resumo do Cálculo

Preencha os dados acima para ver o resumo completo da sua rescisão.

Como usar a Calculadora de Rescisão

Saiba como usar a calculadora no passo a passo a seguir:

Informe seus dados financeiros

Digite seu salário bruto mensal, o saldo total do FGTS se souber, e o número de dependentes. O salário bruto é a base de todos os cálculos rescisórios — use o valor que consta no seu contrato de trabalho, sem incluir benefícios como vale-refeição ou vale-transporte.

Informe o período de trabalho

Digite sua data de admissão e a data de demissão. Essas datas determinam o tempo de serviço, que influencia diretamente o cálculo do aviso prévio proporcional, do 13º proporcional e das férias proporcionais. Quanto mais preciso for o período informado, mais fiel será o resultado.

Selecione o motivo da saída e o aviso prévio

Essa é a informação que mais impacta os direitos rescisórios. Demissão sem justa causa, pedido de demissão, justa causa e comum acordo têm regras completamente diferentes — inclusive sobre FGTS, multa e seguro-desemprego. Selecione também a modalidade do aviso prévio: trabalhado, indenizado ou dispensado.

Leia seu resultado

Você verá o total líquido estimado, o detalhamento de cada verba rescisória e os descontos aplicados. Anote esses valores e compare com a proposta de rescisão da empresa. Se houver divergências significativas, consulte um advogado trabalhista antes de assinar qualquer documento.

Guia Completo de Direitos na Rescisão CLT 2026

Sair de um emprego gera muitas dúvidas. O cálculo da rescisão depende diretamente do motivo do desligamento, do tempo de casa e do cumprimento do aviso prévio. Entenda o que você recebe em cada situação:

Demissão Sem Justa Causa

É a modalidade que garante o maior número de direitos:

  • Saldo de salário e 13º Proporcional.
  • Férias vencidas e proporcionais + 1/3.
  • Aviso prévio (trabalhado ou indenizado).
  • Saque do FGTS + Multa de 40%.
  • Acesso ao Seguro-Desemprego.

Pedido de Demissão

Quando o trabalhador decide sair voluntariamente:

  • Saldo de salário e 13º Proporcional.
  • Férias vencidas e proporcionais + 1/3.
  • Deve cumprir o aviso ou indenizar a empresa.
  • Não saca FGTS nem recebe multa.
  • Não tem direito ao Seguro-Desemprego.

O que é a Demissão por Comum Acordo?

Introduzida pela Reforma Trabalhista de 2017, esta modalidade permite que empresa e empregado encerrem o contrato de forma amigável. Nela, o aviso prévio indenizado é pago pela metade (50%) e a multa do FGTS cai para 20%. O trabalhador pode sacar até 80% do seu saldo do FGTS, mas não tem direito ao seguro-desemprego.

Como funciona o Aviso Prévio Proporcional?

Pouca gente sabe, mas o aviso prévio não é sempre de 30 dias. A Lei 12.506/2011 estabelece que, para cada ano completo trabalhado na mesma empresa, o funcionário ganha 3 dias extras de aviso, podendo chegar a até 90 dias totais. Nossa calculadora já aplica essa progressão automaticamente com base na sua data de admissão.

Prazos de Pagamento 2026

A empresa tem o prazo máximo de 10 dias corridos contados a partir do término do contrato para efetuar o pagamento das verbas e entregar as guias (FGTS, Seguro). Se atrasar, a empresa deve pagar uma multa equivalente a um salário do empregado.

TRCT
Chave FGTS
Guia Seguro
Exame Demissional

O que é a rescisão de contrato e quais verbas ela inclui

A rescisão contratual é o encerramento formal do contrato de trabalho entre empregado e empregador. Ao término do vínculo, a lei garante ao trabalhador o pagamento de um conjunto de verbas chamadas verbas rescisórias — cujo valor e composição variam conforme o motivo do desligamento, o tempo de serviço e as condições do aviso prévio.

As verbas que podem compor uma rescisão incluem saldo de salário — os dias trabalhados no mês da demissão —, 13º salário proporcional, férias vencidas e proporcionais acrescidas de um terço, aviso prévio trabalhado ou indenizado, saque do saldo do FGTS e, em alguns casos, a multa de 40% sobre o FGTS. Cada uma dessas verbas tem regras próprias definidas pela Consolidação das Leis do Trabalho — a CLT — e não podem ser suprimidas por acordo entre as partes, salvo nas exceções expressamente previstas em lei.

Demissão sem justa causa: o que você tem direito a receber

A demissão sem justa causa é a modalidade que garante o maior conjunto de direitos ao trabalhador. Ela ocorre quando o empregador decide encerrar o contrato sem que o empregado tenha cometido nenhuma falta grave. Nesse caso, o trabalhador tem direito a receber todas as verbas rescisórias: saldo de salário, 13º proporcional, férias vencidas e proporcionais com um terço, aviso prévio — trabalhado ou indenizado pelo empregador — e saque integral do saldo do FGTS.

Além disso, o empregador é obrigado a depositar a multa de 40% sobre todo o saldo do FGTS acumulado durante o contrato — não apenas sobre os depósitos do último mês. O trabalhador também passa a ter direito ao seguro-desemprego, desde que cumpra os requisitos de tempo mínimo de trabalho com carteira assinada exigidos pelo Ministério do Trabalho. É a rescisão mais completa em termos de direitos — e qualquer descumprimento por parte do empregador pode ser contestado na Justiça do Trabalho.

Pedido de demissão: o que muda nos seus direitos

Quando o próprio trabalhador decide encerrar o contrato, os direitos rescisórios são significativamente menores. No pedido de demissão, o trabalhador recebe saldo de salário, 13º proporcional e férias vencidas e proporcionais com um terço. Até aí, igual à demissão sem justa causa. A diferença começa no aviso prévio: quem pede demissão é obrigado a cumpri-lo — ou a indenizar a empresa pelo período correspondente, com desconto proporcional no valor a receber.

O ponto mais impactante financeiramente é o FGTS: no pedido de demissão, o trabalhador não tem direito ao saque do fundo nem à multa de 40%. O saldo permanece bloqueado na conta vinculada até que ocorra uma situação de saque permitida por lei — como aposentadoria ou compra de imóvel. O trabalhador também não tem acesso ao seguro-desemprego. Por isso, antes de pedir demissão, é importante avaliar com cuidado o impacto financeiro dessa decisão — especialmente se o saldo do FGTS for significativo.

Demissão por comum acordo: como funciona na prática

A demissão por comum acordo foi introduzida pela Reforma Trabalhista de 2017 e representa uma alternativa intermediária entre a demissão sem justa causa e o pedido de demissão. Ela ocorre quando empregado e empregador concordam mutuamente com o encerramento do contrato — e divide os ônus da rescisão entre as duas partes.

Nessa modalidade, o aviso prévio indenizado é pago pela metade — ou seja, 50% do valor que seria devido em uma demissão sem justa causa. A multa sobre o FGTS cai de 40% para 20%, e o trabalhador pode sacar até 80% do saldo do fundo. O trabalhador não tem direito ao seguro-desemprego. As demais verbas — saldo de salário, 13º proporcional e férias — são pagas normalmente. É uma opção que pode fazer sentido quando ambas as partes querem encerrar o vínculo de forma amigável, mas exige atenção: assinar um acordo sem entender todos os seus termos pode significar abrir mão de direitos importantes.

Como funciona o aviso prévio proporcional

O aviso prévio é o período de antecedência com que a parte que decide encerrar o contrato deve comunicar a outra. O prazo mínimo é de 30 dias — mas desde a Lei 12.506 de 2011, o aviso prévio passou a ser proporcional ao tempo de serviço. Para cada ano completo trabalhado na mesma empresa, o trabalhador ganha 3 dias extras de aviso, podendo chegar a até 90 dias no total.

Na prática, um trabalhador com 10 anos de empresa tem direito a um aviso prévio de 60 dias — os 30 dias básicos mais 30 dias adicionais pelos anos de serviço. Esse período pode ser trabalhado ou indenizado pelo empregador. Se trabalhado, o trabalhador cumpre o expediente normalmente durante o aviso — com direito a redução de 2 horas diárias ou 7 dias corridos para procurar novo emprego. Se indenizado, o empregador paga o valor correspondente ao período sem que o trabalhador precise comparecer ao trabalho.

Multa do FGTS: quando você tem direito e quanto recebe

A multa do FGTS é um dos direitos mais valiosos da demissão sem justa causa — e também um dos menos compreendidos. Ela corresponde a 40% sobre o saldo total do FGTS acumulado durante todo o contrato de trabalho, não apenas sobre os depósitos recentes. Quanto mais tempo de empresa e quanto maior o salário, maior tende a ser esse valor.

Esse percentual é dividido entre o trabalhador e o governo: 40% vão diretamente para a conta do FGTS do trabalhador — junto com o saldo já existente, que pode ser sacado integralmente — e 10% são recolhidos como contribuição social destinada ao financiamento do seguro-desemprego. Na prática, o trabalhador recebe os 40% e não paga os 10% diretamente. Na demissão por comum acordo, a multa cai para 20%. Em casos de pedido de demissão ou demissão por justa causa, não há multa. Qualquer empresa que não deposite a multa corretamente pode ser acionada na Justiça do Trabalho.

Prazos e documentos da rescisão: o que a empresa é obrigada a entregar

A empresa tem prazo máximo de 10 dias corridos contados a partir do término do contrato para efetuar o pagamento de todas as verbas rescisórias e entregar os documentos obrigatórios ao trabalhador. Se esse prazo não for cumprido, a empresa deve pagar uma multa equivalente a um salário do empregado — direito garantido pela CLT.

Os documentos que o empregador é obrigado a entregar na rescisão incluem o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho — o TRCT —, a chave de acesso para movimentação do FGTS, a guia do seguro-desemprego quando houver direito, e o comprovante de realização do exame demissional. A carteira de trabalho também deve ser devolvida com as anotações de saída devidamente registradas. Guarde todos esses documentos com cuidado — eles são a prova legal dos seus direitos e podem ser necessários em caso de contestação futura.

Quando consultar um advogado trabalhista

A Calculadora de Rescisão entrega uma estimativa precisa baseada nas regras gerais da CLT — mas situações específicas podem exigir análise jurídica. Se os valores propostos pela empresa divergirem significativamente do resultado da calculadora, não assine o TRCT antes de entender o motivo da diferença. Uma assinatura precipitada pode significar a renúncia de direitos que você só descobrirá depois.

Situações que exigem orientação de um advogado trabalhista incluem: discrepâncias nos valores rescisórios, demissão por justa causa que você considera indevida, assédio moral ou sexual como motivação do desligamento, descumprimento dos prazos legais de pagamento, não entrega dos documentos obrigatórios, e qualquer pressão para assinar documentos sem tempo para análise. O primeiro atendimento em muitos sindicatos e escritórios trabalhistas é gratuito — e pode fazer diferença real no valor que você recebe.

Conclusão: Calculadora de Rescisão — conheça seus direitos antes de assinar qualquer documento

Sair de um emprego é um momento de muita incerteza — e entender o que você tem direito a receber é o primeiro passo para não ser prejudicado. A Calculadora de Rescisão coloca na sua mão uma simulação precisa e baseada na legislação vigente, sem depender de planilhas complexas ou de informações que o próprio empregador fornece. Conhecer o número antes da conversa com o RH é uma vantagem real.

Mas lembre-se: a calculadora simula as regras gerais da CLT. Convenções coletivas, acordos específicos e situações individuais podem alterar os valores finais. Se houver qualquer dúvida sobre o que está sendo proposto na sua rescisão, consulte um advogado trabalhista antes de assinar. Você tem o direito de entender cada linha do seu TRCT — e de receber tudo o que a lei garante.

Dúvidas Frequentes sobre Rescisão CLT

O aviso prévio trabalhado reduz a jornada?

Sim. Durante o aviso prévio trabalhado, o trabalhador tem direito a uma redução na jornada para procurar novo emprego. Ele pode optar por reduzir 2 horas diárias da jornada normal ou folgar os últimos 7 dias corridos do período de aviso. A escolha é do trabalhador — e a empresa não pode impor qual das duas opções será adotada.

A empresa pode descontar o aviso se eu pedir demissão?

Sim. Quando o trabalhador pede demissão e não cumpre o aviso prévio, a empresa tem o direito de descontar o valor correspondente ao período não cumprido das verbas rescisórias. Por isso, antes de pedir demissão sem cumprir o aviso, avalie se o desconto vai impactar significativamente o valor que você vai receber.

O que recebo na demissão por justa causa?

A demissão por justa causa é a modalidade que garante menos direitos ao trabalhador. Nela, o trabalhador recebe apenas o saldo de salário dos dias trabalhados e as férias vencidas com um terço — se houver. Não há direito a aviso prévio, 13º proporcional, saque do FGTS nem multa. Por isso, se você acredita que a justa causa aplicada foi indevida, consulte um advogado trabalhista imediatamente.

Qual o prazo para a empresa pagar a rescisão?

A empresa tem prazo máximo de 10 dias corridos a partir do término do contrato para pagar todas as verbas rescisórias e entregar os documentos obrigatórios. Se esse prazo não for cumprido, a empresa é obrigada a pagar uma multa equivalente a um salário do empregado, garantida pela CLT.

Posso sacar o FGTS se pedir demissão?

Não. No pedido de demissão, o saldo do FGTS permanece bloqueado na conta vinculada. O saque só é permitido em situações específicas previstas em lei — como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel pelo programa habitacional, doenças graves ou calamidades públicas. Fora dessas situações, o saldo fica indisponível.

O que é o TRCT e por que devo guardar esse documento?

O TRCT — Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho — é o documento oficial que formaliza o encerramento do vínculo empregatício e detalha todas as verbas pagas e os descontos aplicados. Ele é a prova legal da sua rescisão e pode ser necessário em caso de contestação futura na Justiça do Trabalho, para acesso ao seguro-desemprego e para comprovação de tempo de serviço. Guarde-o em local seguro por pelo menos 5 anos.

Responsável Técnico: José Paulo Carvalho
Desenvolvedor Full Stack e Fundador do CalculadoraBR

Responsável pela idealização, desenvolvimento e atualização das calculadoras do site.

Publicado em: 25 de agosto de 2026